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Os 10 melhores pilotos brasileiros de F1®

Embora já se tenham passado duas décadas desde que um piloto brasileiro venceu o campeonato mundial de Fórmula 1®, a competição não parece completa sem pelo menos um representante verde e amarelo. Essa é a marca que o Brasil deixou na competição durante as últimas quatro décadas, através de 31 pilotos que perseguiram o mesmo desejo de vitória, incluindo 3 grandes campeões mundiais. Mas não somente o título é importante, por isso montamos uma lista dos 10 melhores pilotos brasileiros que disputaram o campeonato internacional, considerando não só suas conquistas, mas principalmente seu significado para o país.

10. Nelson Piquet Jr

Corridas: 28 
Melhor resultado: 2º 
Melhor qualificação: 7º
Pontos Marcados: 19

Depois de um período como piloto de testes da Renault, Nelsinho fez sua estréia na F1® em 2008 ao lado de Fernando Alonso. Em seu ano de estréia, o filho do tri-campeão mundial Nelson Piquet, conseguiu seu primeiro pódio, ao chegar na segunda colocação no Grande Prêmio da Alemanha. Em 2009 não conseguiu um bom desempenho e foi desligado da equipe. Sua participação na F1® ficou marcada pelo acidente no Grande Prêmio de Cingapura de 2008, que acionou um carro de segurança, e possibilitou a vitória ao seu companheiro de equipe. 


9. Felipe Nasr

Corridas: 20
Melhor resultado: 5º 
Melhor qualificação: 8º
Pontos marcados: 27

Jovem piloto, ousado nas pistas e com um histórico incrível de vitórias. Esse foi o garoto contratato como piloto de testes da Williams em 2014, e que correu como piloto titular na temporada de 2015, pela equipe Sauber. Durante o Grande Prêmio da Austrália, primeira corrida da temporada, Nasr se tornou o melhor estreante brasileiro da história da Fórmula 1®, chegando em quinto lugar e aquecendo as esperanças brasileiras em um novo ídolo. Em 2016, Nasr sofreu com os problemas financeiros da equipe. No entanto, no Grande Prêmio do Brasil, o piloto conquistou dois pontos ao terminar em 9º e o time suíço fechou a temporada na 10º posição do Mundial de Construtores. Apesar da dificuldade da equipe em “acertar” o carro, Felipe sempre demonstrou um entusiasmo contagiante nas pistas e busca com raça o seu lugar na categoria.


8. Mauricio Gugelmin

Corridas: 74 
Melhor resultado: 3º 
Melhor qualificação: 5º
Pontos marcados: 10

Seguindo a trajetória de todo o bom piloto brasileiro nos anos 80, Mauricio Gugelmin embarcou para a Europa. Correu na Inglaterra pela West Surrey Racing - mesma equipe que dirigiu Ayrton Senna dois anos antes. Sua excelente performance abriu as portas para a Fórmula 1® em 1988, ano que Gugelmin atingiu cinco pontos na temporada. No ano seguinte, conseguiu um terceiro lugar no GP do Brasil e, no GP da França, fez parte de um acidente incrível. Pouco depois da largada, a March do brasileiro voou sobre a Williams de Thierry Boutsen e a Ferrari de Nigel Mansell e aterrissou de rodas para cima, envolvendo mais de 20 carros. Gugelmin nada sofreu e ainda teve garra para ir correndo aos boxes e entrar no carro reserva para a segunda largada. Chegou em 14° lugar, mas fez a melhor volta da corrida. 


7. Roberto Pupo Moreno

Corridas: 42 
Melhor resultado: 2º 
Melhor qualificação: 5º
Pontos marcados: 15

A carreira de Moreno na Fórmula 1® estava quase terminando antes de começar. Chamado as pressas para substituir Nigel Mansel, Moreno não estava familiarizado com o carro e não conseguiu a qualificação da sua Lotus para o Grande Prêmio Holandês de 1982. Durante os 5 anos seguintes, Moreno conquistou títulos nacionais e internacionais e se preparou para o retorno a Fórmula 1®. Na copa de 1987, assinou com a AGS, e levou seu primeiro ponto com um sexto lugar na corrida de Adelaide. Nos anos seguintes teve uma baixa performance, até o final de 1990, quando Moreno foi recrutado pela Benetton para as duas últimas corridas, ao lado do amigo Nelson Piquet. Pela Benetton, Moreno teve um segundo lugar emocionante em Suzuka, fazendo sua primeira corrida em um carro realmente competitivo. Infelizmente, no ano seguinte perdeu o seu lugar para o então recém chegado da equipe Jordan, o alemão Michael Schumacher. 


6. José Carlos Pace

Corridas: 72 
Pole Position: 1
Pontos marcados: 58
Vitórias: 1 
Pódios: 6

Pace só conquistou uma pole position e uma vitória na categoria, mas isto não o impede de figurar entre as maiores lendas do automobilismo brasileiro. Na verdade, Pace costuma ser chamado de “campeão que nunca conquistou um título”. 
Nascido em São Paulo, Pace fez seu nome na Fórmula 3 britânica, em 1970. O início na Fórmula 1® foi em 1972, junto com Frank Williams, com quem havia corrido na liga da Fórmula 2. No ano seguinte, ele assinou dois contratos: com a Ferrari, para disputar o “Mundial de Marcas” e com a equipe Surtees, porém, a Ferrari, logo o trocou por Nick Lauda. O desempenho de Pace para a equipe de Surtees veio um ano depois, com o pódio na Áustria e algumas voltas mais rápidas. Esse desempenho começou a chamar mais atenção e depois de meia temporada ele se juntou a Brabham, em 1974. O Grande Prêmio brasileiro de 1975 foi a seu melhor momento, conquistando sua primeira vitória na categoria. Em 1977 sua carreira foi interrompida por um acidente aéreo fatal e a Fórmula 1® levou um grande golpe. 
Desde 1985, o circuito de Interlagos leva seu nome: José Carlos Pace.


5. Felipe Massa

Corridas: 214
Pole Position: 16
Pontos marcados: 950
Vitórias: 11
Pódios: 39

Desde a morte do último campeão mundial, Ayrton Senna, o Brasil tem procurado seu sucessor. Felipe Massa esteve mais perto de cumprir essa esperança, chegando há 20 segundos de conquistar o título mundial de 2008. Durante os três anos com a equipe suíça Sauber e um ano como piloto de testes da Ferrari, ele ganhou a reputação de ser rápido e agressivo. Em seu primeiro ano na escuderia Ferrari, em 2006, levou o terceiro lugar no campeonato mundial. Em 2007, Massa iniciou a temporada como um forte candidato ao título, mas sua grande chance veio realmente em 2008, quando ganhou seis corridas e terminou a temporada em segundo lugar, numa disputa emocionante contra Lewis Hamilton na última corrida do ano.
Vítima de um acidente em 2009, Massa viu sua vida e carreira em perigo, e demonstrou uma imensa coragem ao retornar as pistas de F1® depois de apenas 11 semanas. Sua garra e determinação o levam a ser um reconhecido ídolo nacional.


4. Rubens Barrichello

Corridas: 324
Pole Position: 14 
Pontos Marcados: 636
Vitórias: 11
Pódios: 68

Sem dúvida um dos pilotos mais consistentes de todos os tempos. Nascido a poucos passos da pista de Interlagos, Rubinho foi criado em uma família do automobilismo e recebeu seu primeiro Kart aos 6 anos. Em seu primeiro ano na Formula 1®, em 1993, conquistou o segundo lugar no Grande Prêmio da Europa, mesmo com dificuldades pela falta de combustível durante a prova. Na temporada seguinte, chegou ao seu primeiro pódio, e ganhou pontos com bastante regularidade. Em 1997 mudou para a Stewart, e então começou realmente a ter destaque na maior categoria do automobilismo — primeiro, com um terceiro lugar na classificação para o GP de Interlagos em 1999, à frente de Michael Schumacher, depois com três subidas ao pódio (na Itália, na França e na Alemanha). Mas a grande ruptura de sua carreira veio com o contrato pela escuderia Ferrari em 2000. Durante os mais de seis anos com a equipe, ele ganhou nove corridas e desempenhou um papel de desenvolvimento crucial no sucesso da Ferrari. O brasileiro ajudou a equipe a conquistar cinco títulos mundiais de construtores entre 2000 e 2004.


3. Nelson Piquet

Corridas: 204 
Pole Position: 24 
Pontos marcados: 485,5
Vitórias: 23 
Pódios: 60
Campeonatos: 3

Desde o início de seu contrato com a Brabham, no final de 78, o chefe da equipe, Bernie Ecclestone, apostou no sucesso de Nelson Piquet. Foi vice-campeão em 80 e campeão nas temporadas de 81 e 83, superando nada menos que Alain Prost. Durante as duas próximas temporadas, as vitórias tornaram-se raras, apesar de manter a alta velocidade nas provas. Mas foi na conquista do terceiro título, em 1987 representando a Williams, que o mundo acompanhou o melhor de Piquet: velocidade e talento, aliados a uma extrema perícia técnica, em uma época na qual as “quebras” eram parte do cotidiano no esporte. Piquet nunca foi muito popular com a imprensa, mas não se importava isso. Tudo o que realmente importava era dirigir um carro de corrida, e trazer o prazer da vitória para o Brasil.


2. Emerson Fittipaldi

Corridas: 144 
Pole Position: 6 
Pontos marcados: 281
Vitórias: 14
Pódios: 35
Campeonatos: 2

Imenso era o talento de Emerson Fittipaldi. O brasileiro levou para a Fórmula 1® uma abordagem cautelosa e profundamente competente, aliando tranquilidade e velocidade na pista. Tornou-se o mais jovem vencedor de um Grande Prêmio em 1970 e, em seguida, o mais jovem campeão mundial em 72 pela Lotus. Levou essa habilidade esmagadora para a McLaren em 1973 e conquistou pela equipe seu primeiro título mundial um ano depois, e um segundo lugar em 75, disputado com Niki Lauda. Foi um período de ouro que durou quatro anos, até que Emerson decidiu criar, junto com o irmão Wilson, uma equipe totalmente brasileira, a Copersucar. Por essa equipe disputou os cinco anos seguintes, mas infelizmente não atingiu bons resultados. Emerson fez uma carreira de 10 anos na F1®, e continuou sua série de vitórias na Indy, correndo até os 38 anos.


1. Ayrton Senna

Corridas: 161
Pole Position: 65
Pontos marcados: 610
Vitórias: 41
Pódios: 80
Campeonatos: 3

Reconhecido internacionalmente como maior piloto de todos os tempos, Senna definiu novos padrões de velocidade, desempenho e técnica pelas equipes por onde passou: Lotus, McLaren e Williams. Senna possuía uma intuição que se estendia até o motor da máquina. Indiscutivelmente mais rápido do que qualquer outro piloto de sua época, Senna também era implacável, como nenhum outro.
Sua incrível habilidade foi exibida com algumas vitórias sensacionais, como seus recordes na difícil pista de Mônaco e as famosas exibições na chuva nos circuitos de Estoril e Donington Park.
Era um homem com tamanha autoconfiança que não conseguia aceitar a ideia de ser vencido. Essa era a chave para sua grandeza e seu grande fator de motivação. Ídolo nacional, resgatou a paixão do país pelo automobilismo, batendo recordes de audiência nos esportes, até mesmo sobre as partidas de futebol. 

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